domingo, 11 de dezembro de 2011

Lúcido e Vivo

As coisas são assim, estranhas muitas vezes, como se de uma hora para outra nós passássemos a enxergar o mundo de uma forma totalmente louca e absurda. Mas afinal, tudo o que vemos e sentimos não é, simplesmente, a forma como nosso sistema nervoso reage a incentivos externos?! Tudo não passa de uma lógica que está em nós, tudo não passa de uma forma de como nossa mente interpreta as informações dos nossos sentidos?! O real pode não ser tão real assim. O que entendemos por Vida, pode não ser o Viver de Verdade e tudo o que a humanidade sabe pode se tratar de absurdos sem sentido se ditos no mundo real.
Pode ser...

Sinto uma imensidão dentro de mim. Certas vezes ela é como o mar, com suas ondas, seus peixes e seres e lugares infinitos e ainda desconhecidos. Como também é o céu. E ele é lindo, de um azul de impossível reprodução, que me faz viajar em meio a estes pensamentos de como Viver a Vida de Verdade, que me estagna no sofá e faz o tempo passar, como se fosse o dono do tempo e tivesse todo o tempo do mundo...


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Coisas da Vida

















Chega a ser engraçado o que sinto ao escrever isso.
Provavelmente eu criei este blog com o intuito de algum dia poder escrever sobre este assunto. Sempre imaginei que quando eu resolvesse publicar alguma coisa a respeito, seria um grande texto, em todos os sentidos, bonito e digno de um "best seller". Que nada! No fim não resta muito a dizer. 


São as lembranças amargas da paixão de uma vida, que só eu sei do porquê não ter dado certo.




"Ainda assim, estarei pronto pra comemorar..."

terça-feira, 10 de maio de 2011

O meu lugar...

Eu não pertenço a este lugar.
É uma conclusão a que cheguei nos últimos dias.
Sou, e assim me considero, um verdadeiro estrangeiro.
Não me adapto a este novo lar, essa nova cidade, essa nova gente. Rostos estranhos que não me encaram, não me olham, como se o fato de minha clandestinidade aqui fosse tão óbvia que se me olhassem, instantaneamente, em medo e horror, mergulhariam.
Meu Mundo é outro.
Vim de um lugar onde Deus mora, ou pelo menos é bem perto.
Lá, um estranho tipo de pensamento comunitário impera. Todos trabalham, mas trabalham pela consciência da busca do bem comum, pelo desenvolvimento social. Não existe salário, não existe dinheiro. As reservas de alimentos são comuns a todos e todos cumprem com seu dever de não desperdiçar.
Na Internet, redes sociais não existem pelo simples fato das pessoas não terem loucas necessidades de aparecerem, de serem vistas. E, mesmo com todos estes fatos, lá a vida não se torna chata ou menos interessante. Não! Porque a vida é naturalmente bela e fantástica, sempre foi assim e todos lá entendem isso.
Lá, as pessoas escrevem mais, lêem mais, caminham, correm, acampam, choram, sorriem (e como sorriem), tomam banhos de chuva e de sol, andam de bicicleta pra ir e voltar do trabalho, existem carros mas não existem congestionamentos diários, nem existem viadutos, nem postes e fios elétricos pelas ruas.
Do mundo onde eu vim, tem uma Porto Alegre também. Ela é tranquila e agitada nos momentos certos, as casas tem a arquitetura do bairro Bom Fim e da Tristeza dos anos 70, nenhuma residência possui muros ou cercas, não existem prédios, o Araújo Vianna tem shows semanais, a Osvaldo Aranha tem bares de Rock(de verdade) que embalam as noitadas. Lá o Guaíba tem ondas, as pessoas viajam para conhecer outros lugares mas a saudade do Porto dos Casais sempre as faz voltar. Eu sinto muita falta da minha Porto Alegre, dos porto-alegrenses e das porto-alegrenses... Ahh as gurias de Porto Alegre. Elas são lindas e únicas. Pequenas, altas, magras, gordas, negras, brancas, amarelas, não usam maquiagens e não são menos belas e femininas por causa disso.
A beleza delas está nos seus olhares, nos seus sorrisos, na sua simplicidade de agir. Elas beijam e abraçam sem medo ou maldade. No meu mundo demonstrações de carinho não são mal-interpretadas como aqui, porque lá elas são incentivadas.
Provavelmente a minha dificuldade em me aproximar das mulheres daqui se dê ao fato de que não entendo e não suporto as regras e pré-conceitos e pré-concepções que os habitantes deste mundo tem sobre atitudes e dizeres dentro de relações.
Regras pré-estabelecidas...
As pessoas daqui insistem em regrar tudo. Elas não entendem que toda a relação entre homem e mulher é única, sem igual, sem precedentes. Toda relação a dois deve ser livre pra crescer da melhor maneira possível até o infinito, até o Amor, até Deus. Mas o que eu vejo é que por aqui todos insistem no erro de limitar seus sentimentos.
Não sei o porque de eu ter vindo parar aqui, mas sei que tudo tem um propósito, um sentido. Gostaria mesmo é de me mandar, me purificar, largar toda essa sujeira. Mas, se é o desejo de algo maior do que a minha compreenção, de que eu esteja e permaneça aqui, nessa loucura de lugar, que me cansa, me esmaga e me oprime, eu fico. Não vou fugir, nem tão pouco mudar, eu tentarei me adaptar.


Mas um dia, sem dúvida alguma, eu volto... eu volto pro meu lugar.