domingo, 11 de maio de 2014

Angel

Faço o seguinte questionamento a vocês: quem dentre vós, já presenciastes um verdadeiro milagre advindo dos céus?
Correto, todos já os presenciamos. Uma mãe que trabalha em dois empregos e ainda tem disposição para cuidar da casa e da família é um milagre. Uma mulher dando a luz a uma criança saudável, cheia de vida e esperança com um futuro inteiro pela frente também é um milagre, assim como uma família (sobre)vivendo com o salário mínimo brasileiro. Fatos do nosso cotidiano, do nosso dia-dia, realizados com as próprias mãos por gente como agente, não os desmereço, mas não são estes aos quais me refiro e que me causam tamanho espanto e curiosidade. Falo dos acontecimentos considerados irreais, coisas que são impensáveis, M-I-L-A-G-R-E-S com todas as letras da palavra, aqueles Bíblicos, sabem?! Vocês já viram algo assim?! Rajadas de fogo descendo dos céus sobre as cabeças das pessoas, mares se abrindo para a passagem do povo, e o melhor deles, tonéis de água transformados no mais incrível, intenso, harmônico e saboroso vinho. Cara, gostaria muito de saber se alguém ainda presencia coisas assim hoje em dia, ao vivo e a cores, com seus próprios olhos e sentindo com as próprias mãos. A questão é que eu aprendi que esses fatos não acontecem mais em nosso tempo porque devemos crer sem ver, crer na palavra e nada mais, o que não é tarefa simples de concretizar. Não é à toa que dizem que “o que os olhos não veem o coração não sente”, não é mesmo?!
A história nos conta que São Tomé, um dos Doze Apóstolos, não acreditou que Jesus Cristo havia ressuscitado quando mulheres que foram levar presentes para o túmulo voltaram afirmando terem chego ao local e encontrado o mesmo aberto, vazio e, nada mais nada menos, que um Anjo, um enviado dos Céus, do Paraíso, um ser d’outro mundo, que vive em estado de Glória total, que estava lá e teria dito que o Cristo ressuscitou. E São Tomé, mesmo tendo convivido com ELE, presenciado todos os seus feitos, não acreditou.
Por falar em São Tomé, Thomé era nome do meu avô, assim mesmo com “H”, que lembro bem ao final da vida andava frequentando muito varias igrejas. Ele não precisou ver para crer, ou de repente viu, vai saber... o fato é que ele parecia buscar algo e acho que realmente encontrou. Encontrou pelo simples fato de que todos nós encontramos, mais cedo ou bem mais tarde.
Ah os milagres, certo. Sempre fui um pouco como São Tomé, sem “H”, meus olhos precisam ver. E viram. Para minha surpresa, há em torno de 2 anos e meio, algo aconteceu. Alguém já imaginou encontrar um Anjo de Verdade, com todas as premissas do que se imagina de um Anjo, o seu Anjo da Guarda, aquele que o próprio Todo Poderoso enviou e destinou para que ande sempre ao seu lado, te protegendo e afastando de toda a podridão que existe no mundo, e ainda, além disso, te afastando de todo o mal que há em ti mesmo, fazendo com que o nosso lado bom sempre se sobressaia?! Pois bem, eu o vi com meus próprios olhos e o senti com minhas trêmulas mãos, ouvi sua voz gloriosa prometendo cuidar de mim sempre e que me fez sentir perto de Deus, como eu nunca havia estado antes. Desde então, tudo tem sido melhor. Que continue assim, sempre, sempre e sempre.
Todas essas características angelicais que possui, curiosamente contrastam com o seu nome simples:

Fran. 

domingo, 11 de dezembro de 2011

Lúcido e Vivo

As coisas são assim, estranhas muitas vezes, como se de uma hora para outra nós passássemos a enxergar o mundo de uma forma totalmente louca e absurda. Mas afinal, tudo o que vemos e sentimos não é, simplesmente, a forma como nosso sistema nervoso reage a incentivos externos?! Tudo não passa de uma lógica que está em nós, tudo não passa de uma forma de como nossa mente interpreta as informações dos nossos sentidos?! O real pode não ser tão real assim. O que entendemos por Vida, pode não ser o Viver de Verdade e tudo o que a humanidade sabe pode se tratar de absurdos sem sentido se ditos no mundo real.
Pode ser...

Sinto uma imensidão dentro de mim. Certas vezes ela é como o mar, com suas ondas, seus peixes e seres e lugares infinitos e ainda desconhecidos. Como também é o céu. E ele é lindo, de um azul de impossível reprodução, que me faz viajar em meio a estes pensamentos de como Viver a Vida de Verdade, que me estagna no sofá e faz o tempo passar, como se fosse o dono do tempo e tivesse todo o tempo do mundo...


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Coisas da Vida

















Chega a ser engraçado o que sinto ao escrever isso.
Provavelmente eu criei este blog com o intuito de algum dia poder escrever sobre este assunto. Sempre imaginei que quando eu resolvesse publicar alguma coisa a respeito, seria um grande texto, em todos os sentidos, bonito e digno de um "best seller". Que nada! No fim não resta muito a dizer. 


São as lembranças amargas da paixão de uma vida, que só eu sei do porquê não ter dado certo.




"Ainda assim, estarei pronto pra comemorar..."

terça-feira, 10 de maio de 2011

O meu lugar...

Eu não pertenço a este lugar.
É uma conclusão a que cheguei nos últimos dias.
Sou, e assim me considero, um verdadeiro estrangeiro.
Não me adapto a este novo lar, essa nova cidade, essa nova gente. Rostos estranhos que não me encaram, não me olham, como se o fato de minha clandestinidade aqui fosse tão óbvia que se me olhassem, instantaneamente, em medo e horror, mergulhariam.
Meu Mundo é outro.
Vim de um lugar onde Deus mora, ou pelo menos é bem perto.
Lá, um estranho tipo de pensamento comunitário impera. Todos trabalham, mas trabalham pela consciência da busca do bem comum, pelo desenvolvimento social. Não existe salário, não existe dinheiro. As reservas de alimentos são comuns a todos e todos cumprem com seu dever de não desperdiçar.
Na Internet, redes sociais não existem pelo simples fato das pessoas não terem loucas necessidades de aparecerem, de serem vistas. E, mesmo com todos estes fatos, lá a vida não se torna chata ou menos interessante. Não! Porque a vida é naturalmente bela e fantástica, sempre foi assim e todos lá entendem isso.
Lá, as pessoas escrevem mais, lêem mais, caminham, correm, acampam, choram, sorriem (e como sorriem), tomam banhos de chuva e de sol, andam de bicicleta pra ir e voltar do trabalho, existem carros mas não existem congestionamentos diários, nem existem viadutos, nem postes e fios elétricos pelas ruas.
Do mundo onde eu vim, tem uma Porto Alegre também. Ela é tranquila e agitada nos momentos certos, as casas tem a arquitetura do bairro Bom Fim e da Tristeza dos anos 70, nenhuma residência possui muros ou cercas, não existem prédios, o Araújo Vianna tem shows semanais, a Osvaldo Aranha tem bares de Rock(de verdade) que embalam as noitadas. Lá o Guaíba tem ondas, as pessoas viajam para conhecer outros lugares mas a saudade do Porto dos Casais sempre as faz voltar. Eu sinto muita falta da minha Porto Alegre, dos porto-alegrenses e das porto-alegrenses... Ahh as gurias de Porto Alegre. Elas são lindas e únicas. Pequenas, altas, magras, gordas, negras, brancas, amarelas, não usam maquiagens e não são menos belas e femininas por causa disso.
A beleza delas está nos seus olhares, nos seus sorrisos, na sua simplicidade de agir. Elas beijam e abraçam sem medo ou maldade. No meu mundo demonstrações de carinho não são mal-interpretadas como aqui, porque lá elas são incentivadas.
Provavelmente a minha dificuldade em me aproximar das mulheres daqui se dê ao fato de que não entendo e não suporto as regras e pré-conceitos e pré-concepções que os habitantes deste mundo tem sobre atitudes e dizeres dentro de relações.
Regras pré-estabelecidas...
As pessoas daqui insistem em regrar tudo. Elas não entendem que toda a relação entre homem e mulher é única, sem igual, sem precedentes. Toda relação a dois deve ser livre pra crescer da melhor maneira possível até o infinito, até o Amor, até Deus. Mas o que eu vejo é que por aqui todos insistem no erro de limitar seus sentimentos.
Não sei o porque de eu ter vindo parar aqui, mas sei que tudo tem um propósito, um sentido. Gostaria mesmo é de me mandar, me purificar, largar toda essa sujeira. Mas, se é o desejo de algo maior do que a minha compreenção, de que eu esteja e permaneça aqui, nessa loucura de lugar, que me cansa, me esmaga e me oprime, eu fico. Não vou fugir, nem tão pouco mudar, eu tentarei me adaptar.


Mas um dia, sem dúvida alguma, eu volto... eu volto pro meu lugar.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O porquê das coisas...

Quase do lixo. Do fundo da gaveta do meu roupeiro. Não sei o porque mas naquela época não quis postá-lo aqui. Por forças alheias à minha compreenção, essa folhinha de papel escrita à lápis, pousou em minhas mãos novamente alguns anos mais tarde. Se ela insiste em querer aparecer, que vá então, e ganhe o mundo...

Creio que em Dezembro de 2008...

''O teor de todas as coisas que eu escrevo praticamente é sempre o mesmo. Talvez com um sabor meio malancólico mas acredito eu que todos tenham um final feliz(ou ao menos a esperança de um).
Os fins, portanto, justificam os meios.
Não abro mão de escrever desta forma. Escrevo assim porque sou assim, me sinto assim. Este Blog é um desabafo, é o depósito dos fardos pesados demais, é uma válvula de escape. Pensei nisso agora e sorte a minha estar com papel e um toco de lápis dentro da mochila. Sempre me sinto assim frente a uma paisagem dessas. Nesse momento não deve ter ninguem há no mínimo uns 2 kms de distância de mim. O Mar está lindo, a água está quente, nem parece litoral do RS. Impossível não lembrar da minha infância. Não extamente pela paisagem, mas pela sensação que ela me passa. Ela me traz recordações, histórias e muitas decepções doutros tempos. Eu não sei o porquê, mas sou incrivelmente preso e ligado àquela época e por mais que tente, não consigo fugir disso, do fato de eu ser um sonhador iludido com a vida e nunca ter realizado nada, e como isso deixa minhas mãos trêmulas e minha face desacreditada diante de tudo o que há de vir.''

quinta-feira, 8 de abril de 2010

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Esse é o Remédio!

“Meu Deus,
eu me arrependo de todo o coração de vos ter ofendido,
por que Sois tão bom e amável.
Prometo com a Vossa Graça, nunca mais pecar.
Meu Jesus, Misericórdia.”



Hoje, 21 de Outubro de 2009, completo também meus 21 anos de vida. Não quero festa nem sequer um presente. Cheguei à conclusão que o momento é inadequado para comemorações.
“Nem sempre as coisas acontecem como nós imaginávamos que aconteceriam.”
Concordo que essa última afirmação seja meio óbvia, mas as maiores obviedades sobre a vida, que algumas vezes recebemos na forma de conselhos, sejam de familiares, amigos ou até desconhecidos, acabam por serem, na maioria dos casos, as palavras mais inteligentes que você precisava ouvir naquele instante. Digo isso por experiência própria.
Quero dizer que eu estou iniciando o vigésimo segundo ano por aqui e então eu resolvo olhar pra trás e, tirando minha família e os meus amigos (poucos e bons), eu não vejo absolutamente nada. Creio que minha maior sorte é que realmente “arrependimento não mata”, porque se fosse o contrário... Melhor nem pensar.
O verbo “arrepender” se tornou uma rotina pra mim. Ele está implícito em todas as fases da minha vida. É difícil explicar, mas é como se eu estivesse dormindo e simplesmente não conseguisse acordar.
Eu acabei me acostumando e fazendo disso o meu “Ser”. Eu me tornei assim. Homem, arrependido e demasiadamente abatido. E talvez seja por isso que eu acabo procurando formas de sorrir em sintonias diferentes da minha, mas que ao final da madrugada vão embora me deixando em buracos ainda mais profundos e obscuros dos quais eu me encontrava anteriormente.
Eu sinto muito por estes anos todos e por todas as coisas que eu não fiz.
Eu me arrependo muito de quando entrei em campo e então gritavam: “VAI!” Mas eu nunca fui. Talvez por a minha perna sempre tremer ou talvez por alguma incapacidade minha mesmo. Eu não sei.
Eu me arrependo de não tê-la beijado os lábios mais vezes e aproveitado mais a sua companhia nos momentos em que eu ainda tinha oportunidades de fazê-lo. Mas a gente só percebe mesmo o quanto alguém nos é importante depois que esse alguém se vai. Eu não tinha como saber.
Eu me arrependo das inúmeras vezes em que eu disse “NÃO!” Quando sempre deveria dizer “SIM”, já que sempre fui o primeiro a me rotular como positivo e do bem. Mas como eu já ouvi tantas e tantas vezes: “... toda palavra faz mesmo diferença se virar ação!”

Eu, infelizmente, não posso mudar o passado. O que passou, passou. O que eu posso fazer daqui pra frente é só me concentrar no meu caminho. No fundo, eu sei exatamente qual é o remédio para o "agora em diante", mas só eu sei como as coisas nunca foram e nunca serão tão simples assim (pelo menos pra mim).
Que DEUS me ajude e me guarde.
Que ELE sempre te Proteja.
Amém.